Vivemos num mundo em que as pessoas não imaginam o que
cada um poderia fazer pelo outro. É ilimitado o poder de todos para todos num
processo de formação da humanidade de espírito verdadeiramente comunitário. A
isso, nós poderíamos chamar de solidariedade civil. Porém, não podemos
confundir ajuda para a formação do indivíduo, com ajuda para torná-lo um inútil
e incapaz de poder sobreviver sozinho. Assim, estamos fazendo com que nosso
próximo possa ter a chance de poder viver também. Isto seria, sem dúvida
alguma, o maior prazer que a pessoa poderia ter. Não é necessário que se veja
tudo para se descobrir onde poderá ajudar, basta sentir e veremos o maior dom
que temos: o AMOR.
Ainda que
pudéssemos viver em harmonia com as pessoas, e não necessitássemos de nada,
mesmo assim, nosso mundo estaria imperfeito, vazio e escuro. Achamos que o que
somos não poderá jamais ser abalado. Ledo engano! Só somos pó. No entanto, não
quero que alguém me fale que passei por aqui e não fui nada, apenas um mero
espectador anônimo que aplaude os horrores do mundo. “Não quero ao morrer,
saber que não vivi”. Para algumas pessoas a vida não merece ser recompensada,
entretanto, é a única coisa que realmente possuímos. Ninguém compra, ninguém
toma, é nossa e façamos dela coisas extraordinárias.
Jaime Guimarães
Júnior – 13/10/1995
Nenhum comentário:
Postar um comentário